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domingo, 27 de julho de 2014

Mais para o portfólio e texto de Argo Sence

Marco Braga
"MPFC 134 DEFDEO14"
© Todos os direitos reservados / All rights reserved
Fotografia

Marco Braga
"MPFC 164 DEFDEO14 (IDENTIDADE No. 11)"
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Fotografia

Marco Braga
"MPFC 213 DEFDEO14 (DILUVIANA No. 05)"
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Fotografia

E continuarei a buscar beleza nas pequenas coisas, tentando ver e ouvir os detalhes que fazem a diferença naquilo que costuma passar despercebido nesse mundo onde há tanto para se descobrir e tanta cegueira e surdez gerada pela conformação ante a superficialidade.
E tentarei compartilhar tais descobertas, esperando assim estar levando algo de bom para alguém.
Sim, estamos aqui de passagem, mas esta é a nossa casa e ela tem tanto a oferecer. Engana-se aquele que diz que o mundo conspira contra ele, o mundo não é uma entidade consciente - como nós próprios deveríamos ou achamos ser - ele apenas se mostra e sua presença ensina. E o que fazemos a ele? Infelizmente fazemos aquilo que nós, supostos seres conscientes, acabamos por fazer tantas vezes uns aos outros.
E diante disso o mundo grita calado, assim como em tantas vezes calamos nossos próprios gritos em nossos peitos. Quem realmente o escuta? Quem realmente nos escuta?
Sim, continuarei a buscar a beleza nessas pequenas coisas, tentando dar-lhes minha visão de seu corpo e de sua voz, e compartilhando as tantas descobertas, agradecendo sempre ao fato de achar que sei fazer arte, de achar que sei fazer música...

(Argo Sence, julho de 2014) 


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Frase de Sarah Kofman

Marco Braga
"MFPC 82 RECFL12 (O Encontro)"
© Todos os direitos reservados / All rights reserved
110 x 75 cm - Lápis artístico e tinta metálica sobre papel

"A verdadeira arte é a da vida que, em seu eterno retorno, repete na diferença dores e alegrias, criações e descriações".
(Sarah Kofman)

quinta-feira, 22 de maio de 2014

HISTÓRIA E MITOLOGIA 01 (Chaves para Deonomo 07)


A ESTRUTURAÇÃO HISTÓRICO-MITOLÓGICA DE DEONOMO

Marco Braga
"MFPC 44 REVFH11 (Horas No. 01)"
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50 x 40 cm - Lápis artístico e tinta metálica  sobre papel

Liberdade poética: Evidenciando a relação espaço / tempo, Deonomo apresenta uma estruturação histórico-mitológica composta por duas grandes Eras indicando sua cronologia (tempo). Tais eras são subdivididas (num caráter um tanto provisório) em Períodos e estes, por sua vez, apresentam Fases ou Séries sugerindo, por exemplo, campos investigativos (espaço).

Era Pré-Diluviana
Manifestações arqueológicos (até 2009)
Período Arcaico
Primeira Idade de Ouro
Idade de Prata
Idade de Bronze
(DILÚVIO)
Era Pós-Diluviana
Manifestações contemporâneas
(a partir de 2009)
Período da Revelação (REV)
Fase do Mergulho (FM)
Fase dos Papéis (FP)
Fase das Horas (FH)
Período da Reconstrução
(REC)
Série Joias da Coroa (JC)
Série Fluente Mundi (FL)
Período da Definição (DEF)
Série DEONOMO (DEO)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

FRAGMENTOS, FRAGMENTOS, FRAGMENTOS (Chaves para Deonomo 06)

FRAGMENTOS, FRAGMENTOS, FRAGMENTOS

Marco Braga
"MFPC 42 REVFP11 (Turbulência)"
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76 x 57 cm - Lápis artístico sobre papel

"Um artista não deve pintar o que vê, mas o que será visto".
(Paul Valéry)

As 'evidências' de Deonomo - suas Manifestações Fragmentais - carregam, sim, inteirezas, apresentando universos investigativos / construtivos próprios que, longe de afirmar certezas ou verdades absolutas, apresentam possibilidades e questionamentos.
Algumas aparentam ser resultantes de buscas, desejos por encontrar - e então poder oferecer e compartilhar - possíveis ordenações, geradas da vontade da verificação da existência (?) de estruturações / equalizações entre forças opostas, mostrando-se momentos de um equilíbrio não neutro ou simétrico, onde tais forças se anulariam, mas equilíbrios frágeis, talvez momentos de estabilidade instável e, com isso, cada obra revela seu próprio caráter dinâmico, sua vida.
Por vezes tais Manifestações não se mostram como resultantes, mas como constatações, gritos indignados expressando e denunciando o próprio caos.
Por vezes são doces como acalantos...
São e sempre serão frutos de períodos, de estações, porém sempre derivadas e construtoras de um 'todo' maior.

Evidenciando sua características de 'inteirezas fragmentais' e baseando-se na estruturação histórico-mitológica de Deonomo, as Manifestações Fragmentais são identificadas por um Código  seguido de um Título vulgar.
Ao mesmo tempo que o código se mostra enigmático, ele é espécie de chave situacional no espaço-tempo de Deonomo - composto por indicações da Era, Período, Fase ou Série, além de uma identificação numérica e a citação do ano de sua produção. Já o Título Vulgar faz, sim, referência à inteireza da obra em si (uma indicação de tema, por exemplo).

Contentar-se com o uno ou percebê-lo como parte integrante de algo maior? Nisto um posicionamento crítico com relação ao consumo superficial das coisas no mundo contemporâneo. O Título Vulgar faz a referência ao uno, já o Código transforma tal inteireza em parte, em fragmento e a tal 'inteireza' passa a ser superficial, isso sendo convite ao diálogo e a uma reflexão mais profundos.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Sobre o conceito de Deonomo (Chaves para Deonomo 05)

Marco Braga
"MFPC 70 RECFL11 (A Árvore do Conhecimento)"
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50 x 40 cm - Lápis artístico e tinta metálica sobre papel


Sobre o conceito de Deonomo


Dentre as evidências de Deonomo, o Fluente Mundi estão as obras designadas:
MFPs - Manifestações Fragmentais Plásticas (de caráter visual-tátil);
MFDs - Manifestações Fragmentais Documentais (escritas).
Nas Manifestações Fragmentais tidas como 'arqueológicas' já me assinei MAB, Braga, Marco Braga e, nas 'contemporâneas', M. Braga e Argo Sence.

Produto e parte integrante e produtiva da visão (estética) de mundo, Deonomo ao mesmo tempo designa um território de investigação e produção e seu conceito pode, igualmente, ser visto como Manifestação Fragmental (uma Manifestação Fragmental Conceitual e Contemporânea) o que traz curiosa dicotomia: designando território e sendo conceitualmente Manifestação Fragmental, Deonomo une em si a característica de ser ao mesmo simultaneamente criador e criatura, um produto de si mesmo.

O epíteto 'Fluente Mundi' também evidencia característica dual: a da relação espaço / tempo. Como 'mundo' Deonomo apresenta configuração espacial a ser investigada e construída (espaço mental derivado da percepção e vivência do mundo ao redor). Marcado por sensações, buscas, descobertas, construções, reformulações, adequações, apresenta-se a fluência de Deonomo, seu dinamismo, resultante dos tantos questionamentos ante a inconstância e a constância, a finitude e o cíclico, as características temporais e não-temporais.

domingo, 18 de maio de 2014

Sobre a estruturação histórico/mitológica de Deonomo (Chaves para Deonomo 04)

    
Marco Braga
"Tríptico 'Os Destinos'"
"MFPA 90 a231 (Destino No. 01)" (esquerda)
"MFPA 90 a232 (Destino No. 02)" (centro)
"MFPA 90 a233 (Destino No. 03)" (direita)
© Todos os direitos reservados / All rights reserved
32 x 73 cm - Lápis artístico sobre papel

"Um artista não pode ser visto como sonhador alheio ao mundo, ao contrário, ele é um investigador do mundo e sua arte deriva de sua relação com ele.
Sonhadores todos somos e devemos ser, apenas o artista carrega a característica de ser materializador de sonhos.

Não sei quanto ao fazer dos outros, para mim a sensação é a de coisas pedindo para ser declaradas, registradas, encorporadas, manifestadas."
"MFDC" - Argo Sence

Sobre a estruturação histórico/mitológica de Deonomo

Numa liberdade poética, também evidenciando a relação espaço / tempo, Deonomo apresenta uma estruturação histórica composta por duas grandes Eras - Eras subdivididas em Períodos e estes, por sua vez, apresentando Fases ou Séries.
Enquanto as Eras indicam cronologia (tempo), os Períodos, Fases e Séries sugerem campos investigativos (espaço).

Dessa liberdade poética derivam as denominações 'arqueólogo' e 'construtor' fazendo referência à (tentativa) de compreensão Deonomo numa defesa de um viver onde o tão efêmero hoje é encarado como resultado de um passado (arqueologia) e elemento estruturador de um futuro (construção).

sábado, 17 de maio de 2014

FLUIR (Chaves para Deonomo 03)

Marco Braga
"MFPC 97 DEFDEO13 (Deonomo)"
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52 x 77 cm - Lápis artístico, tinta metálica e tinta acrílica sobre papel

FLUIR

"Se realmente tivéssemos a possibilidade de parar por um momento, qual a sensação? Talvez a da pele sendo roçada pelo contínuo fluir do tempo. Poderíamos então admirar os quantos apenas se deixam levar pelo sentido da corrente. Mas descobriríamos alguns lutando bravamente contra ela. E também alguns poucos descrevendo movimentos frenéticos num ir e vir, desejosos pela apreensão de algo além da simples verificação do eterno fluir. Talvez estes queiram apreender algo que possa estar oculto na totalidade da configuração do leito desse fluxo. De qualquer forma todos acabarão chegando a um só lugar nessa fluência que trás, em si, a convivência de todos os tempos."
"MFDC 12 (Fluir)", Argo Sence

terça-feira, 13 de maio de 2014

"TRAJETÓRIA" (Chaves para Deonomo 01)


DEONOMO

Marco Braga
"MFPC 18 REVFM10 (A ROSA No. 01)"
"MFPC 19 REVFM10 (A ROSA No. 02)"
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30 X 23 cm - Lápis artístico sobre papel

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"A trajetória de um artista deixa como rastro obras evidenciando etapas de buscas -  buscas tantas vezes inconscientes e intuitivas - onde quando são encontrados indícios de possíveis respostas passam a ser vislumbradas insinuações, silhuetas, daquilo pelo qual se vinha buscando. Retratos daquilo visto e sentido ou vontades daquilo a ser visto, a ser sentido? Registros ou idealizações? Denúncias e carícias. Gritos silenciosos. Sussurros de arrepiar a pele.
Tempo materializado em espaço, espaço composto por desejo de continuidade no tempo."
"MFDC 13 (Trajetória)" - Argo Sence


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domingo, 11 de maio de 2014

DEONOMO - "SINAIS - MFDC REV 13"

Marco Braga
"MFPC 86 RECFL12 (CÉLULA MATER No. 01)"
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36 x 48 cm - Lápis artístico, tinta acrílica e tinta metálica sobre papel

SINAIS

Lanço agora as peças do quebra cabeças
Confundindo jogos, propondo brincadeiras
Lanço-as como quem lança papéis pelas janelas
nas comemorações de final de ano.
Saia atrás delas e monte a história
a minha
a sua
São sinais
Memórias
Invenções e evidências
Ocultamento e revelações
Chaves, cadeados
Portas e janelas entreabertas
Verdades e mentiras
Crenças e blefes
Lanço agora as pedras
Como cartas de baralho
E desafio ao montar castelos
Todos serão possíveis
Porém todos serão frágeis
E fortes...

"SINAIS - MFDC REC13", Argo Sence